Meu banco de inspirações

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Imagem de painel de inspiração no Google

Quero compartilhar com vocês hoje um pouco que como organizo as imagens de referência e inspiração que uso atualmente.

No meu processo criativo trabalho de duas formas:

1 – Quando já sei qual produto vou fazer, procuro bastante referências desse produto e utilizo um mural no Pinterest para isso. Essa semana mesmo estou pesquisando meio aventais e tenho um mural chamado “aventais” onde olhei novamente o que eu já havia colocado ai e também inclui outras imagens novas.

2 – Quando estou desenvolvendo um produto e tenho uma ideia de tema, também faço um mural no Pinterest com referências de várias formas e técnicas deste tema. Tenho painéis de passarinho, de porco, coruja, hora do chá, etc…

Agora, as referências que encontro por acaso na internet e Instagram, ou revistas, eu guardo em uma pasta normal do computador chamada Ideias. Ali coloco imagens que salvei no celular, que dei print, ou que fotografei de revistas. Quando gosto muito de uma imagem que está no Pinterest também salvo ali.

 

Não tenho um mural de inspiração físico, com recortes etc…. tenho um mural onde coloco os projetos que estão em andamento ou que serão os próximos, mas acho que ficar olhando o tempo todo pra algo que não vou fazer imediatamente tira um pouco do meu foco na produção do dia-a-dia. Prefiro consultar as referências quando estou sem inspiração ou quando quero algo específico mesmo.

O mais importante, independente de como você fará esse arquivo, é consulta-lo sempre. O que não dá é juntar aquele monte de referência, encher a memória do celular e do computador e deixar aquelas imagens ali, sem uso.

Também adoro fazer um destralhe de vez em quando nas imagens. Uma faxina básica. Muitas vezes estou sem inspiração e quando vou consultar a pasta vejo que muitta coisa não condiz mais com emu gosto, ou que não é bem aquilo que eu acho bacana, ou não acho a ideia daquele produto legal…. enfim. Deleto mesmo! Assim, não perco tempo depois olhando imagens que não servem de nada. Nós enchemos muito nossas mentes com informação é é sempre necessário filtra-las.

E vocês, como fazem para guardar as referências e imagens inspiradoras?

Quero saber. Coloca ai nos comentários!

 

Achados e Inspirações – O Bordado de Sarah H. Benning

Todo domingo inspirações e ideias geniais de diferentes técnicas artesanais garimpadas na internet.

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Sarah H. Benning e seus bordados

Essa semana estou com bordado na cabeça pessoal. Toda segunda quinta-feira do mês farei uma roda de bordado aqui no espaço. Uma reunião bacana, para conversar e ainda fazer trabalhos manuais, nesse caso, o bordado.

O bordado é uma técnica que amo pela sua simplicidade. Linhas coloridos (ou não), tecido e agulha é tudo que você precisa. Quer melhor que isso?

Hoje em dia as bordadeiras tem explorado muito desenhos e ilustrações cotidianas da nossa vida, temas atuais e até bordado revolucionário (riot embroidery) são vistos hoje em dia.

Sarah H. Benning é uma representante deste bordado mais moderno. Americana, tem feito muito sucesso entre o mundo craft com seu bordado totalmente autoral e inspirado em cactos e suculentas, que também são febre do momento.

 

Seu processo consiste em primeiro fazer o risco no tecido, com seu próprio desenho e depois bordar. Em entrevista ela explica que usa o bordado mais como uma forma de ilustração, onde a base é o desenho e o bordado entra para dar textura e cor.

Ela não se preocupa tanto em utilizar os pontos clássicos do bordado e sim fazer de uma forma livre, simplesmente para dar textura mesmo. O ponto cheio é o mais utilizado por ela, como podem ver nesta imagem do detalhe do trabalho.

Vemos em seu trabalho a utilização de desenho, textura, jogo de cores, perspectiva… ou seja, coisa de artista mesmo!!!

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Texturas de Sarah

Quando perguntamos sobre sua inspiração, ela diz que quando morava em Nova Iorque não conseguia ter plantas por causa do clima, então começou a bordar o seu “jardim dos sonhos”, apesar de todas as plantas serem reais. Mas diz que fica encantada pela ideia de poder um dia “inventar plantas”.

Sobre o processo, diz também que nem sempre respeita o desenho. “Meu trabalho é bem flexível, e ás vezes mudo alguma coisa enquanto estou bordando” diz Sarah.

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Uso da perspectiva nos bordados de Sarah

Para conferir a entrevista na íntegra (em espanhol) é só clicar aqui.

E ai, o que acharam do bordado da Sarah? Quem amou pode como eu segui-la no Instagram. No Insta Histories (o Snapchat do Instagram), ela tem mostrado bastante seu processo de criação e inspirações… vale super a pena acompanhar.

Uma ótima semana a todos!!

Minha opinião sobre TENDÊNCIA

Olá amigos,

Estava fazendo uma pesquisa sobre moda artesanal e comecei a encontrar um monte de postagens sobre as tendências de inverno, de verão, primavera…. para 2016. Nossa, quanta informação!!

Eu tenho a sensação que vamos ser atropelados por toda essa informação tão rápida. Portanto, digo a vocês que fora a “Cor do Ano da Pantone”, eu não vou ficar postando nada tão datado.

Eu gosto sim, de acompanhar alguma coisa, rapidamente e ver naquelas coisas todas o que me chama atenção, coisas que eu ache bonito, e me fazem questionar o porque da escolha. Mas não me apego. São impressões.

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O legal é ver o que realmente é tendência “a longo prazo”. Você pode fazer o que quiser, mas exitem alguns caminhos estéticos que são importantes na nossa trajetória e inspiração.

É como eu digo, artesão é bicho curioso!! Ainda bem, porque como trabalhamos diretamente com o Belo, temos que procurar entender seu caminho entre nós, como ele se desenvolve em nosso trabalho e como o gosto dos clientes se desenvolve.

Vejo por exemplo, a estética minimalista, do “menos é mais”, se desenvolvendo com o passar dos anos. De um minimalista frio e urbano, agora ele é neutro e orgânico. Mas são anos coletando impressões que se encaixam posteriormente na nossa mente como um quebra-cabeças.

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Isso pra mim é tendência. Ela é mais duradoura. Existe quase que intuitiva, como um consciente coletivo. Basta estar antenado!

E vocês, gostam de seguir as tendências? Pensam nisso? Isso influencia o trabalho de vocês? Quero saber!

 

 

Enfim aqui.

Oi meus queridos artesãos,

Depois de uma temporada bem corrida por aqui e em plena inauguração do meu ateliê aberto ao público, estou aqui. Não conseguia parar para escrever de jeito nenhum. Mas o motivo é o melhor; a realização do sonho do “ateliê próprio”!!

Tenho certeza que todos vocês, salvo talvez os que já realizaram este sonho, vivem fantasiando sobre todos os detalhes de quando tiverem um ateliê. Eu não fujo á regra.

Durante uns 5 anos eu fiquei trabalhando em casa. Tive ateliê na sala, em um quarto, aberto ao público dentro de casa, fechado e apenas com vendas pela internet (desde que meu último filho nasceu). Agora que meu bebê já tem 3 anos e eu também fiquei 3 anos na retaguarda para meu marido cursar a faculdade, senti no meu coração que era minha hora de correr atrás do meu sonho e assim eu fiz!

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Em pleno inicio de Julho eu encontrei um imóvel perfeito pra mim. As condições para encontrar este local eram:

  • ser iluminado de luz natural
  • ter tranquilidade para trabalhar
  • estar acessível aos clientes (parece contraditório com a condição acima mas é isso mesmo)

Nada fácil seria achar local com tais condições aqui numa cidade tão pequena e ainda no início da alta-temporada de Inverno na Mantiqueira.

Mas eis que o local como mágica se apresenta aos meus olhos! Mais ou menos, porque eu estava perguntando para a cidade toda sobre um lugar pra alugar…

 

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O local é essa escadinha e as três janelas

Ninguém via esse lugar gente! Parece um apartamento não é mesmo? Agora vamos ás condições:

  • Condição 1 – luz natural – Nem precisa dizer muito com essas três janelas não é mesmo!
  • Condição 2 – tranquilidade – Como não estou de porta para a rua, tenho mais tranquilidade. Também posso fechar a porta para produzir.
  • Condição 3 – acessibilidade – Estou no centro da cidade e a rua é bastante movimentada, mas sempre tem lugar para estacionar, pois não está no circuito mais central.
  •  

      Todos os dias eu chego aqui e me sinto realmente feliz. Estar em contato com o público, mostrar e explicar meu trabalho, mostrar como eu faço e onde é um prazer enorme! Agora é trabalhar bastante!!!

Aqui no ateliê também tenho trabalho de outras artesãos, que vocês podem conhecer no nosso perfil do Instagram @mimopatchwork_.

Espero poder mostrar agora por aqui como fiz todo o processo para poder abrir o ateliê. Como escolhi as cores, móveis, quanto eu gastei…

Mas uma coisa eu posso afirmar; você precisa de muito menos do que você imagina para realizar o seu sonho! Mas você precisa estar mergulhado na sua força de vontade, coragem e auto-confiança. É tudo que você precisa.

 

 

Como eu organizo minha produção

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Olá artesãs e artesãos do meu coração!

Hoje vamos falar daquela parte que a gente mais ama do nosso trabalho: PRODUZIR.

Acho que todos acham que por ser uma atividade que gostamos muito de fazer, que ela simplesmente flui naturalmente, mas a realidade é bem diferente. Tem dia que estamos cheia de encomendas e é justamente nesse dia que bate aquela vontade de testar aquele produto diferente, ou tem dia que não estamos inspiradas para nada. Alguém se identificou ai com essas situações?

Bom, o que eu sugiro é fazer uma organização semanal da produção da semana. Mesmo se você ainda não tem muitos pedidos e encomendas, é bom começar a se organizar para quando elas começarem a pipocar você já ter a ferramenta ideal para controlar tudo isso.

Vou dar o meu exemplo de organização, lembrando que já o modifiquei inúmeras vezes e ainda estou no processo.

Bom, ultimamente eu uso um programa gerenciador de tarefas chamado Todoist que estou amando e querendo passar logo logo para a versão paga. Tenho ele tanto no computador como no celular e ele gerencia todas as demais tarefas que tenho; família, trabalho, blog, projetos, etc…

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Eu divido minha produção em três partes principais:

  • encomendas
  • feirinha/ loja virtual
  • coleções/ criativo

Semana passada por exemplo, eu apenas fiz produção relacionada a feira que eu iria participar no final de semana e essa semana estou me dedicando as encomendas que ficaram para trás. Por isso a importância de já no início da semana organizar o que você vai fazer a cada dia para não perder tempo.

Mas em semanas “normais” eu gosto de variar dentro dos dias da semana:

  • segunda-feira: encomendas
  • terça-feira: feirinha
  • quarta-feira: criação

e por ai vai….

Como somos todos aqui seres criativos, essa organização nem sempre é rígida, pois pode acontecer de ter dias que estou super inspirada e tenho ideia de algum produto novo eu vou em frente. Enquanto dias que estou mais “sem inspiração” eu faço as encomendas. Não significa que eu produza as coisas quando estou mal, porque ai não há santo que ajude a peça a ficar pronta, tudo acontece de errado e o melhor a fazer é trocar de atividade mesmo.

Mas mesmo quando eu troco um dia pelo outro, o produtividade não é prejudicada, pois já sei o que tenho que fazer nos outros dias e não fico com aquela sensação de barata tonta, sem saber por onde começar ou qual projeto dar continuidade.

Dica 1: se quiser saber mais sobre esse programinha Todoist, indico o blog da Thaís Godinho, o Vida Organizada. Ela é embaixadora da ferramenta no Brasil e explica tudo direitinho no blog dela.

Dica 2: tenha um dia por mês no seu calendário de produção dedicado a terminar projetos começados e que sempre ficam lá, esperando para serem finalizados. Quem nunca?

Os vários caminhos até o cliente. (reflexões de uma mente conturbada).

Olá pessoal,

Depois de um tempo para da me dedicando exclusivamente a minha marca eu estou aqui de volta sentindo muita necessidade de compartilhar minhas últimas experiências em relação ao artesanato.

Como eu sempre digo aqui, esse blog é dedicado aqueles artesãos que tem o artesanato como um projeto profissional e dele querem tirar seu sustento e sua realização.

Mas para isso tentamos normalmente muitas “frentes de combate”. E foi isso que tem me feito refletir enquanto profissional, artista e comerciante.

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Como suprir todos esses papéis? 

Tudo começou quando entrei em uma das lojas em que deixo minhas peças consignadas e ali estavam outros produtos igualmente de tecido e igualmente para casa, utilitários e outras coisas que eu também faço. Me senti perdida em um oceano de produtos em tecido tentando não me afogar, fazendo saltar das minhas peças as características que timidamente ali faziam alguma diferença. A verdade é que me dediquei muito nos últimos tempos a produção mais comercial, de venda rápida, pela necessidade de recapitalização. Quem nunca? Nem é um pecado. Mas ali eu levei um choque e me perguntei: onde eu estou aqui? O que estou fazendo com meus produtos??

Eu tenho como frente de vendas a loja virtual, produtos de atacado, consignado e também quebro aqueles galhos de encomendas que não te necessariamente a ver com os objetos que produzo. Também já falamos aqui sobre foco em um nicho de produtos e em um público específico. Isso eu já faço. Mas e quanto aos pedidos que nos chegam mais “personalizados”? É difícil dizer não quando o dinheiro está ali na porta não é mesmo?

Mas tudo isso fez com que eu me distanciasse da minha essência enquanto artesã. Da minha real expressão artística. E isso se tornou um conflito pra mim (acho que muitos já passaram por isso).

Nada que eu tenha feito exclusivamente por dinheiro jamais valeu, exceto por uma amarga lição. Em geral eu ficava sem o dinheiro, e com uma obra que também não valia nada. ” Neil Gaiman – O discurso “Faça Boa Arte”.

 

Pensei muito nesse frase ai do Neil Gaiman. E comecei a vasculhar todos meus arquivos do que me inspira, do que eu gostaria de fazer um dia e de tudo também que eu tinha feito tentando buscar ali uma identidade. Algo que fosse realmente eu e que de certa forma também fosse comercial, afinal, queremos viver da nossa Arte não é mesmo?

Por isso os próximos posts serão sobre essa minha reorganização produtiva, das dúvidas e esclarecimentos que tive depois de muito refletir e de muitas contas que chegaram para pagar. Afinal, não dá pra tratar tudo aqui nesse texto…

O próximo tópico será sobre Loja Virtual? Você tem? Gostaria de ter?

Vamos discutir o assunto?

Até a próxima!!!

Mariana Ribeiro

 

Vocês podem acompanhar minha vida de artesã pelas redes sociais:

Instagram @marianaabdalarr, pelas hashtags #vidacraft e #vidanamontanha

e agora também no Snapchat marianaabdalarr