Meu banco de inspirações

dicas-para-montar-um-home-office-6

Imagem de painel de inspiração no Google

Quero compartilhar com vocês hoje um pouco que como organizo as imagens de referência e inspiração que uso atualmente.

No meu processo criativo trabalho de duas formas:

1 – Quando já sei qual produto vou fazer, procuro bastante referências desse produto e utilizo um mural no Pinterest para isso. Essa semana mesmo estou pesquisando meio aventais e tenho um mural chamado “aventais” onde olhei novamente o que eu já havia colocado ai e também inclui outras imagens novas.

2 – Quando estou desenvolvendo um produto e tenho uma ideia de tema, também faço um mural no Pinterest com referências de várias formas e técnicas deste tema. Tenho painéis de passarinho, de porco, coruja, hora do chá, etc…

Agora, as referências que encontro por acaso na internet e Instagram, ou revistas, eu guardo em uma pasta normal do computador chamada Ideias. Ali coloco imagens que salvei no celular, que dei print, ou que fotografei de revistas. Quando gosto muito de uma imagem que está no Pinterest também salvo ali.

 

Não tenho um mural de inspiração físico, com recortes etc…. tenho um mural onde coloco os projetos que estão em andamento ou que serão os próximos, mas acho que ficar olhando o tempo todo pra algo que não vou fazer imediatamente tira um pouco do meu foco na produção do dia-a-dia. Prefiro consultar as referências quando estou sem inspiração ou quando quero algo específico mesmo.

O mais importante, independente de como você fará esse arquivo, é consulta-lo sempre. O que não dá é juntar aquele monte de referência, encher a memória do celular e do computador e deixar aquelas imagens ali, sem uso.

Também adoro fazer um destralhe de vez em quando nas imagens. Uma faxina básica. Muitas vezes estou sem inspiração e quando vou consultar a pasta vejo que muitta coisa não condiz mais com emu gosto, ou que não é bem aquilo que eu acho bacana, ou não acho a ideia daquele produto legal…. enfim. Deleto mesmo! Assim, não perco tempo depois olhando imagens que não servem de nada. Nós enchemos muito nossas mentes com informação é é sempre necessário filtra-las.

E vocês, como fazem para guardar as referências e imagens inspiradoras?

Quero saber. Coloca ai nos comentários!

 

Enfim aqui.

Oi meus queridos artesãos,

Depois de uma temporada bem corrida por aqui e em plena inauguração do meu ateliê aberto ao público, estou aqui. Não conseguia parar para escrever de jeito nenhum. Mas o motivo é o melhor; a realização do sonho do “ateliê próprio”!!

Tenho certeza que todos vocês, salvo talvez os que já realizaram este sonho, vivem fantasiando sobre todos os detalhes de quando tiverem um ateliê. Eu não fujo á regra.

Durante uns 5 anos eu fiquei trabalhando em casa. Tive ateliê na sala, em um quarto, aberto ao público dentro de casa, fechado e apenas com vendas pela internet (desde que meu último filho nasceu). Agora que meu bebê já tem 3 anos e eu também fiquei 3 anos na retaguarda para meu marido cursar a faculdade, senti no meu coração que era minha hora de correr atrás do meu sonho e assim eu fiz!

frase2

 

Em pleno inicio de Julho eu encontrei um imóvel perfeito pra mim. As condições para encontrar este local eram:

  • ser iluminado de luz natural
  • ter tranquilidade para trabalhar
  • estar acessível aos clientes (parece contraditório com a condição acima mas é isso mesmo)

Nada fácil seria achar local com tais condições aqui numa cidade tão pequena e ainda no início da alta-temporada de Inverno na Mantiqueira.

Mas eis que o local como mágica se apresenta aos meus olhos! Mais ou menos, porque eu estava perguntando para a cidade toda sobre um lugar pra alugar…

 

20160602_125608

O local é essa escadinha e as três janelas

Ninguém via esse lugar gente! Parece um apartamento não é mesmo? Agora vamos ás condições:

  • Condição 1 – luz natural – Nem precisa dizer muito com essas três janelas não é mesmo!
  • Condição 2 – tranquilidade – Como não estou de porta para a rua, tenho mais tranquilidade. Também posso fechar a porta para produzir.
  • Condição 3 – acessibilidade – Estou no centro da cidade e a rua é bastante movimentada, mas sempre tem lugar para estacionar, pois não está no circuito mais central.
  •  

      Todos os dias eu chego aqui e me sinto realmente feliz. Estar em contato com o público, mostrar e explicar meu trabalho, mostrar como eu faço e onde é um prazer enorme! Agora é trabalhar bastante!!!

Aqui no ateliê também tenho trabalho de outras artesãos, que vocês podem conhecer no nosso perfil do Instagram @mimopatchwork_.

Espero poder mostrar agora por aqui como fiz todo o processo para poder abrir o ateliê. Como escolhi as cores, móveis, quanto eu gastei…

Mas uma coisa eu posso afirmar; você precisa de muito menos do que você imagina para realizar o seu sonho! Mas você precisa estar mergulhado na sua força de vontade, coragem e auto-confiança. É tudo que você precisa.

 

 

Como eu organizo minha produção

produção

Olá artesãs e artesãos do meu coração!

Hoje vamos falar daquela parte que a gente mais ama do nosso trabalho: PRODUZIR.

Acho que todos acham que por ser uma atividade que gostamos muito de fazer, que ela simplesmente flui naturalmente, mas a realidade é bem diferente. Tem dia que estamos cheia de encomendas e é justamente nesse dia que bate aquela vontade de testar aquele produto diferente, ou tem dia que não estamos inspiradas para nada. Alguém se identificou ai com essas situações?

Bom, o que eu sugiro é fazer uma organização semanal da produção da semana. Mesmo se você ainda não tem muitos pedidos e encomendas, é bom começar a se organizar para quando elas começarem a pipocar você já ter a ferramenta ideal para controlar tudo isso.

Vou dar o meu exemplo de organização, lembrando que já o modifiquei inúmeras vezes e ainda estou no processo.

Bom, ultimamente eu uso um programa gerenciador de tarefas chamado Todoist que estou amando e querendo passar logo logo para a versão paga. Tenho ele tanto no computador como no celular e ele gerencia todas as demais tarefas que tenho; família, trabalho, blog, projetos, etc…

todoist print

Eu divido minha produção em três partes principais:

  • encomendas
  • feirinha/ loja virtual
  • coleções/ criativo

Semana passada por exemplo, eu apenas fiz produção relacionada a feira que eu iria participar no final de semana e essa semana estou me dedicando as encomendas que ficaram para trás. Por isso a importância de já no início da semana organizar o que você vai fazer a cada dia para não perder tempo.

Mas em semanas “normais” eu gosto de variar dentro dos dias da semana:

  • segunda-feira: encomendas
  • terça-feira: feirinha
  • quarta-feira: criação

e por ai vai….

Como somos todos aqui seres criativos, essa organização nem sempre é rígida, pois pode acontecer de ter dias que estou super inspirada e tenho ideia de algum produto novo eu vou em frente. Enquanto dias que estou mais “sem inspiração” eu faço as encomendas. Não significa que eu produza as coisas quando estou mal, porque ai não há santo que ajude a peça a ficar pronta, tudo acontece de errado e o melhor a fazer é trocar de atividade mesmo.

Mas mesmo quando eu troco um dia pelo outro, o produtividade não é prejudicada, pois já sei o que tenho que fazer nos outros dias e não fico com aquela sensação de barata tonta, sem saber por onde começar ou qual projeto dar continuidade.

Dica 1: se quiser saber mais sobre esse programinha Todoist, indico o blog da Thaís Godinho, o Vida Organizada. Ela é embaixadora da ferramenta no Brasil e explica tudo direitinho no blog dela.

Dica 2: tenha um dia por mês no seu calendário de produção dedicado a terminar projetos começados e que sempre ficam lá, esperando para serem finalizados. Quem nunca?

GUIA QUASE DEFINITIVO DA LOJA VIRTUAL: Glossário da Loja Virtual

picjumbo.com_HNCK0413

Esse post é da série GUIA QUASE DEFINITIVO DA LOJA VIRTUAL. Vejo muitas pessoas com dúvidas sobre a nomenclatura dos sites e plataformas. Muitas palavrinhas misteriosas na hora de cadastrar os produtos.
Vamos montar aqui um glossário para consultas rápidas na hora que bate aquela dúvida.

Se você sentir falta de algum termo, deixe nos comentários por favor.

A dica que eu dou também é consultar sempre no próprio blog da plataforma. Eu por exemplo sempre acompanho e estudo os artigos do blog do Elo7. São ótimos e super esclarecedores. Mas vou dar uma mãozinha nos estudos e resumir aqui para vocês.

 

AÇÕES EM MASSA – quando você deleta vários produtos de uma vez só por exemplo.

ÁLBUNS – São conjuntos do mesmo produto

AVALIAÇÕES – São as opiniões dos compradores em relação ao seu serviço e produto. Quanto mais avaliações positivas maior sua credibilidade com os próximos clientes.

CADASTRAR – colocar um produto na loja com fotos e descrição

CATEGORIA – forma de agrupar os produtos como nos álbuns. Algumas plataformas também apresentam subcategorias.

CHAT – aquele bate-papo igual ao do Facebook, Skype ou Whatsapp.

DESCRIÇÃO DO PRODUTO – quanto mais criativa melhor. Tente colocar todos os dados do produto também como tamanho, cor e material.

E-COMMERCE – é a atividade profissional exercida por quem tem loja virtual. Significa comércio na Internet.

LOJA VIRTUAL – é o seu espaço virtual de venda

MOSTRUÁRIO – normalmente apresenta os diversos materiais e opções para o cliente escolher, como tipos de tecido, cores de feltro, etc…

TAGS – São palavras-chave que descrevem seu produto. São muito importantes na busca do cliente então coloque sempre palavras que realmente definam seu produto. As tags podem ser o produto em si, como por exemplo: pano de prato, e também outras características como técnica, estamos e cor: crochê, floral, azul…

TÍTULO DO PRODUTO – importantíssimo ser reto e direto encontre a essência do produto pois é a primeira coisa que o sistema lê no caso de busca.

REDES SOCIAIS – Facebook, Instagram, Whatsapp e todas as formas de nos comunicar com os outros virtualmente.

 

 

 

Guia quase definitivo da Loja Virtual – escolhendo a plataforma

macbook-air-all-faded-and-stuff

Olá queridos artesãos,

Continuando nosso guia  sobre lojas virtuais, hoje falaremos sobre as plataformas aqui do Brasil onde você pode vender seus produtos.

Acho que a maioria aqui não tem um site próprio, com loja virtual própria. Se você tem, acho que pode pular essa parte…

Estou me dedicando aqui as plataformas de e-commerce que já tem uma estrutura pré-definida onde você pode cadastrar seus produtos e vender á partir do site dessas empresas. Também estou expondo meu ponto de vista pessoal, da experiência que tive na prática com algumas delas. Afinal esse blog é para dividir com vocês minhas experiências enquanto artesã empreendedora.

Digo que nossas opções são bem poucas atualmente e todas deixam a desejar.

 

elo7

 

O Elo7 é a plataforma que uso atualmente por alguns motivos. O primeiro é que ela é a maior do Brasil, com cerca de 4 milhões de visitas mensais e com isso ela tem bastante visibilidade. Quando colocamos na busca do Google, por exemplo. Digite um produto que você faz, de preferência no Google Imagens, que é o mais usado para quem quer comprar artesanato. Terá uma foto entre as primeiras 5 que será do Elo7.

Pontos Positivos:

Outro ponto positivo é que eles investem muito em publicidade do site. Já viram a propaganda deles que estava passando na GNT? É muito linda. Ela foi feita com o intuito de divulgar o novo aplicativo do Elo7 (muito bom de usar por sinal).

 

O preço que se paga por ano é maravilhoso. Tem a taxa de 12% em cima de cada venda que também, apesar de alta, é ok para mim dentro do meu preço de custo da peça. Adoro isso de pagar por ano e tenho pavor dessa coisa de pagar por mês. Um mês passa muito rápido minha gente!!

O apoio que eles dão aos lojistas é demais. O blog é muito bom, ajuda de verdade a tirar as dúvidas e ter um melhor desempenho. Bem instrutivo e inspirador também. Os chats em grupo também são lindos de viver. Muito esclarecedor.

Pontos negativos: Na minha opinião.

Divulgação própria. A plataforma é antiquada em relação a sua divulgação pessoal. Pesquisas dizem que as vendas online são feitas em sua maioria nas próximas vezes que o cliente visita a loja. Dificilmente compra de bate-pronto. As ações de vendas que tentam alcançar esse cliente são chamadas de remarketing (podemos fazer um post sobre isso). Creio que você ser proibido de divulgar qualquer outro meio de divulgação como Facebook, site, Instagram, só faz perdermos clientes em potencial, que não vão saber voltar até nós, pois não criam vínculo nenhum com o artesão/marca. Isso se torna pior quando se trata de um produto artesanal, que tem toda uma história envolvida. Acho antiga essa visão de que: “vai vender por fora”. Eu até prefiro vender pela loja virtual deles, pois facilita imensamente o recebimento e o envio da mercadoria. Eles deveriam se segurar nisso, nas vantagens do artesão vender por ali. Eles mesmos tem Fanpage no Facebook, Instagram, blog… e muita gente trabalhando por detrás disso. Empresas virtuais precisam de recursos virtuais, é onde está o nosso público.

Layout tem a melhorar, poderia ser mais moderno, (como é o Illuria por exemplo). Gostaria muito de ter Categorias e subcategorias para catalogar os produtos. Fica muito mais organizado. Também vamos falar disso adiante, mas para dar um exemplo:

– Cozinha:

-aventais

– luvas de forno

Eles tem um único template (a parte da aparência da loja). Seria muito bom poder customizar mais. Eu pagaria uma anuidade maior por esse recurso.

Uma coisa que eu não gosto no site é a busca. Acho que ao invés de punir quem divulga blog e Instagram pro cliente, deveriam focar  naquelas pessoas que colocam tags que não tem referência ao produto. Genteeee vou ensinar uma coisa já:

  • Por favor, quando forem cadastrar algum produto, no campo “tags”, coloque o que é seu produto REALMENTE. Não diga que guardanapo de tecido é toalha de mesa! Isso não fará seu produto vender mais. Vai apenas confundir o cliente.

tanlup

Vou fazer um cadastro na Tanlup em breve. Vamos testar!!! Aí eu conto mais pra vocês sobre a minha experiência com essa loja.

Sei que eles tem um projeto muito bacana que se chama “Compro de quem faz”; Um movimento a favor de artesãos e artistas criativos e independentes. Veja aqui aqui o site do projeto.

Algumas amigas minhas tem loja na Tanlup mas as opiniões são bem divergentes. Difícil dizer. Creio que ela tenha mais foco no público mais jovem, mais moderno, e se seu produto não é para esse público acho essa plataforma arriscada. Vai cair naquela reclamação que “minha loja não vende…etc…”

 

Iluria

Já fiz uma loja nessa paltaforma e muitas artesãs que conheço que tinham loja no Elo7 ou Tanlup migraram para ela. O Iluria é diferente porque não aparece enquanto site, apenas hospeda mesmo. Nos outros você entra em uma página principal da plataforma e atravéz de um sistema de busca e fotos em destaque o cliente chega até você. No Iluria a pessoa atravéz de uma divulgação sua ou pelo google entra diretamente na sua loja virtual. É preciso já ser um pouco conhecido e já manjar de marketing na rede também.

Gosto muito dos modelos de loja que eles tem (templates).

Montei uma vez loja lá mas acabava vendendo mesmo pelo Elo7. Também a loja acabava sendo bloqueada por conta dessa coisa de cobrar por mês. Não cobram porcentagem de venda sobre o produto.

 

Vale a pena ler outros artigos sobre as lojas existentes e se jogar! Tem várias plataformas de venda direta como o Iluria se lançando ai no mercado. A Boxloja é uma delas.

Se você também ouviu falar sobre a Airu, ela não existe mais pelo que parece. Pesquisei antes de escrever esse post e simplesmente não achei mais o endereço correspondente.

Se você tem loja em alguma dessas plataformas vamos trocar ideias. Adoraria saber a opinião de vocês, os pontos positivos e negativos de outros artesãos.

Até a próxima!!

O assunto será “nomenclaturas e sumário da loja virtual”. Não perca!

 

 

Os vários caminhos até o cliente. (reflexões de uma mente conturbada).

Olá pessoal,

Depois de um tempo para da me dedicando exclusivamente a minha marca eu estou aqui de volta sentindo muita necessidade de compartilhar minhas últimas experiências em relação ao artesanato.

Como eu sempre digo aqui, esse blog é dedicado aqueles artesãos que tem o artesanato como um projeto profissional e dele querem tirar seu sustento e sua realização.

Mas para isso tentamos normalmente muitas “frentes de combate”. E foi isso que tem me feito refletir enquanto profissional, artista e comerciante.

dois-caminhos1

Como suprir todos esses papéis? 

Tudo começou quando entrei em uma das lojas em que deixo minhas peças consignadas e ali estavam outros produtos igualmente de tecido e igualmente para casa, utilitários e outras coisas que eu também faço. Me senti perdida em um oceano de produtos em tecido tentando não me afogar, fazendo saltar das minhas peças as características que timidamente ali faziam alguma diferença. A verdade é que me dediquei muito nos últimos tempos a produção mais comercial, de venda rápida, pela necessidade de recapitalização. Quem nunca? Nem é um pecado. Mas ali eu levei um choque e me perguntei: onde eu estou aqui? O que estou fazendo com meus produtos??

Eu tenho como frente de vendas a loja virtual, produtos de atacado, consignado e também quebro aqueles galhos de encomendas que não te necessariamente a ver com os objetos que produzo. Também já falamos aqui sobre foco em um nicho de produtos e em um público específico. Isso eu já faço. Mas e quanto aos pedidos que nos chegam mais “personalizados”? É difícil dizer não quando o dinheiro está ali na porta não é mesmo?

Mas tudo isso fez com que eu me distanciasse da minha essência enquanto artesã. Da minha real expressão artística. E isso se tornou um conflito pra mim (acho que muitos já passaram por isso).

Nada que eu tenha feito exclusivamente por dinheiro jamais valeu, exceto por uma amarga lição. Em geral eu ficava sem o dinheiro, e com uma obra que também não valia nada. ” Neil Gaiman – O discurso “Faça Boa Arte”.

 

Pensei muito nesse frase ai do Neil Gaiman. E comecei a vasculhar todos meus arquivos do que me inspira, do que eu gostaria de fazer um dia e de tudo também que eu tinha feito tentando buscar ali uma identidade. Algo que fosse realmente eu e que de certa forma também fosse comercial, afinal, queremos viver da nossa Arte não é mesmo?

Por isso os próximos posts serão sobre essa minha reorganização produtiva, das dúvidas e esclarecimentos que tive depois de muito refletir e de muitas contas que chegaram para pagar. Afinal, não dá pra tratar tudo aqui nesse texto…

O próximo tópico será sobre Loja Virtual? Você tem? Gostaria de ter?

Vamos discutir o assunto?

Até a próxima!!!

Mariana Ribeiro

 

Vocês podem acompanhar minha vida de artesã pelas redes sociais:

Instagram @marianaabdalarr, pelas hashtags #vidacraft e #vidanamontanha

e agora também no Snapchat marianaabdalarr

 

A Saga de fotografar um produto

Oi pessoal!

O assunto de hoje é fotografia. Vim mostrar para vocês um pouco de como eu faço as fotos dos meus produtos, como monto o cenário, enfim, tudo que acho relevante.

Mas como aqui não é uma manual técnico e sim prático, vou mostrar o passo-a-passo da Saga do dia de fotografar.

Se você me acompanha pelo Instagram já deve saber do que eu estou falando e porque da denominação “saga”.

Mas vamos lá.

Primeiramente eu escolho as peças que vou fotografar, antes que eu pense em colocá-las à venda. Neste caso foram os caminhos de mesa com os guardanapos. Passo a ferro as peças, pois marcas e amassados não combinam com a fotografia profissional.

Ai penso  no cenário como um todo onde irei fotografar minhas peças. Se você produz peças menores e gosta de fotos com fundo infinito (fundo branco) também vai ter o trabalho de preparar o seu fundo e a sua iluminação. Eu sempre uso a luz e ambiente natural, pois como minhas peças normalmente são grandes, fica muito complicado montar o fundo infinito para elas, além do que eu gosto de trazer um pouco da natureza que me cerca para as fotos. Como estou morando em uma pousada (Pousada Bicho do Mato), resolvi usar o lindo cenário do deck da piscina.

Em seguida eu escolho objetos que compõe o uso do produto, nesse caso, como são caminhos para serem usados de toalha de mesa, eu monto uma mesa de verdade, com o maior número de elementos possíveis, mas sempre lembrando que o foco é mostrar o produto.

Estava eu concluindo esta fase, feliz da vida com minha mesa chiquérrima, no cenário perfeito, quando me lembrei que a bateria da máquina havia ficado na minha casa (a alguns metros dali).

Aqui estou eu super feliz com a produção toda pronta para os cliques.

Aqui estou eu super feliz com a produção toda pronta para os cliques.

No meio do caminho de volta gotas graúdas começaram a cair do céu. Corri. Quando cheguei as gotas eram muitas e a chuva grossa caiu com força total, molhando tudo. Desmontei toda a produção que havia me custado uma meia hora pelo menos, debaixo de chuva, atônita!

Tá vendo, as coisas não acontecem da forma que planejamos não é mesmo? Real life baby!

Chuva

Tudo molhado! Inclusive o produto.

Tudo molhado! Inclusive o produto.

Mas como aqui não deixamos os imprevistos nos vencer, usei a parte interna da área da piscina para fotografar algumas almofadas. E assim terminou a saga do dia de fotografar: com fotografia!

almofada com renda MIMO almofada catedral MIMO almofadas MIMO

Eu gosto de fotografar meus produtos com uma câmera semi-profissional, tenho uma SONY DSC-HX1, meio antiguinha, mas que trabalha com maestria dentro do que eu preciso. Também fotografo com o celular, daí já posto algumas fotos sem ter que ficar passando de lá pra cá.

Creio que o meu leitor seja um pouco como eu, faça de tudo um pouco dentro do seu empreendimento, não é mesmo? Mas existem áreas em que é muito importante nos aprofundarmos ou então delegar esta função a uma pessoa mais especializada.

Hoje não conseguimos atingir o nosso cliente sem uma boa imagem do nosso produto. Quem tem ou pretende ter uma loja virtual então, nem se fala. A foto do seu produto tem relevância de 80% na venda. Mas se você não tem loja virtual, tenho certeza que coloca a foto do seu produto no Facebook para divulgar não é mesmo? O que uma foto escura, com um fundo de toalha de mesa de todo dia pode valorizar ali? Para não dizer nada, diria que dá uma pioradinha…

Por isso, sugiro que invistam em um curso rápido, ou mesmo percam um tempo com vídeos no youtube de tutoriais. Não é nenhum bicho de sete cabeças, só dá um pouquinho de trabalho, mas que faz toda a diferença. Você vai ver como vale o investimento.

Essa semana vou postar em nossa Fanpage lá no Face alguns vídeos e posts legais que ensinam um pouco.

Comentem aqui como vocês fazem para fotografar seus produtos e o que acharam deste post!

abraços!